Qual a cor do seu Dragão?®

A linguagem
dos dragões

Uma forma de falar sobre emoções

A linguagem dos dragões nasceu do encontro entre psicologia, atenção plena, compaixão e comunicação com crianças. É uma forma lúdica e cuidadosa de ajudar a criança a reconhecer o que sente, sem transformar suas emoções em problema ou defeito.

Conhecer a metodologia
Livro Aprendendo a Amar os Seus Dragões — Raquel Lhullier e Tamara Russell
A escolha da imagem

Por que dragões?

Os dragões fazem parte do imaginário infantil e carregam muitas possibilidades. Podem ser fortes, assustados, curiosos, bravos, protetores, impulsivos ou silenciosos. Essa variedade ajuda a criança a se aproximar de emoções que, muitas vezes, seriam difíceis de nomear diretamente.

Quando uma criança fala de medo, raiva, vergonha, agitação ou tristeza, nem sempre ela consegue explicar isso como um adulto explicaria. A imagem dos dragões oferece uma ponte — com uma linguagem mais próxima do universo infantil.

Cada dragão pode ter uma cor diferente — e cada cor pode dizer algo diferente.

Essa metodologia não substitui a escuta clínica. Ela amplia o acesso da criança às próprias emoções e favorece conversas mais claras entre crianças, famílias e profissionais.

Dragões de crochê e o livro Aprendendo a Amar os Seus Dragões
A linguagem em prática

Em vez de só perguntar "o que você está sentindo?"

A linguagem dos dragões permite outras entradas — perguntas que não colocam a criança contra a própria emoção.

"Que dragão apareceu hoje?"
"Que cor ele tem?"
"O que ele está tentando proteger?"
"Do que esse dragão precisa?"
"O que ajuda esse dragão a desacelerar?"
"O que acontece com ele quando você respira?"

Essas perguntas ajudam a criança a olhar para o que sente com curiosidade, cuidado e menos medo.

Para a criança

Como isso ajuda a criança

Crianças costumam expressar sofrimento pelo comportamento, pelo corpo, pelo sono, pelas brincadeiras, pela irritação ou pela dificuldade de se concentrar. A linguagem dos dragões ajuda a criança a perceber que existe algo acontecendo antes da reação aparecer.

Quando ela começa a reconhecer seus "dragões", pode ganhar mais recursos para falar sobre medo, raiva, ansiedade, vergonha ou tristeza. Isso não significa controlar tudo o que sente, nem deixar de ter emoções difíceis. Significa construir, aos poucos, uma relação mais compreensível com o próprio mundo interno.

Para algumas crianças, esse tipo de linguagem também torna a terapia menos ameaçadora. Falar de um dragão pode ser mais possível do que falar diretamente de uma dor.
Reconhecer antes de reagir

A criança aprende a perceber o que está acontecendo internamente antes que o comportamento apareça.

Nomear com mais facilidade

A imagem do dragão oferece uma ponte para nomear medo, raiva, vergonha ou tristeza sem ameaça.

Construir relação com as emoções

Não é sobre controlar o que sente, mas sobre se relacionar de forma mais curiosa e compassiva com o mundo interno.

Terapia menos ameaçadora

O universo dos dragões pode tornar a experiência terapêutica mais acessível e menos assustadora.

Dragões de crochê em frente à apresentação What colour is your Dragon?
Para a família

Uma ponte com a família

A linguagem dos dragões também pode ajudar pais e responsáveis a conversarem com a criança de outro modo. Muitas famílias chegam tentando corrigir um comportamento, mas sem saber exatamente o que está por trás dele.

Quando a emoção ganha nome, imagem e lugar na conversa, a família pode sair um pouco da lógica de culpa, briga ou punição. A pergunta deixa de ser apenas "por que você fez isso?" e pode se aproximar de "o que estava difícil naquele momento?".

A criança se sente mais vista, e os adultos encontram uma forma mais clara de acompanhar o que ela tenta expressar.

As raízes da metodologia

Atenção plena e compaixão

A metodologia se aproxima das práticas de mindfulness e da Terapia Focada na Compaixão — áreas presentes na trajetória profissional da Raquel.

Mindfulness

Ajuda a criança a perceber o corpo, a respiração, os pensamentos e as emoções com mais curiosidade.

Compaixão

Inclui cuidado no processo — sem julgamento e sem exigência de perfeição.

Linguagem lúdica

Histórias, atividades, desenhos, exercícios e momentos compartilhados com a família.

O objetivo não é criar uma técnica isolada, mas oferecer uma linguagem que ajude a criança a se conhecer melhor e a se comunicar com mais segurança.

Um olhar amplo

Um trabalho entre gerações

A linguagem dos dragões também nasce de uma preocupação com a comunicação entre gerações. Muitas vezes, crianças e adultos vivem a mesma situação de lugares muito diferentes.

Quando existe uma linguagem comum, a conversa pode ficar menos dura. Pais, mães, cuidadores e crianças passam a ter um jeito mais acessível de falar sobre emoções, necessidades, limites e reparações.

Sono Telas Medos Conflitos Perdas Mudanças

Isso é especialmente importante em famílias que atravessam mudanças, perdas, dificuldades de sono, medos, ansiedade, uso excessivo de telas ou conflitos frequentes na rotina.

Na clínica

O lugar dessa metodologia

Na clínica, a linguagem dos dragões pode ser usada como recurso dentro de um processo terapêutico mais amplo. Ela não funciona como fórmula pronta e não é aplicada da mesma maneira com todas as crianças.

Cada uso depende da idade, da demanda, do vínculo, da história familiar e do momento da criança.

Algumas crianças preferem desenhar ou contar histórias
Outras preferem brincar ou apenas observar no início
O recurso acompanha o processo — não o contrário
O livro

Aprendendo a Amar os Seus Dragões

Uma linguagem sobre emoções — para crianças, famílias e educadores.

Dragões de crochê com o livro

O livro "Aprendendo a Amar os Seus Dragões" traz de forma acessível e ilustrada a linguagem dos dragões para crianças, famílias e contextos preventivos. É uma das expressões do trabalho intercultural coordenado por Raquel e Tamara.

Raquel Lhullier
Psicóloga infantojuvenil · Criadora da marca "Qual a cor do seu Dragão?®" no Brasil · Formação em TCC, Mindfulness, TFC e BMT
Dra. Tamara Russell
Psicóloga clínica · Body in Mind Training (BMT) · King's College London · Co-coordenadora do projeto intercultural "Qual a cor do seu Dragão? Mindfulness entre gerações"
Livro infantil Mindfulness entre gerações Brasil + Inglaterra
Em síntese

O que a linguagem dos dragões oferece

Para a criança

Uma forma sensível de falar sobre emoções difíceis sem assustar. Um espaço onde medo, raiva, vergonha, tristeza e ansiedade podem ser observados com curiosidade e cuidado.

Para a família

Uma forma de se aproximar da criança com menos julgamento e mais clareza. Uma linguagem compartilhada para falar sobre o que está acontecendo.

Para a criança, pode ser uma maneira de encontrar palavras, imagens e recursos para expressar o que ainda está tentando entender.

Se essa linguagem fizer sentido para sua família

Você pode conhecer como o cuidado começa — sem pressa, sem certeza prévia.

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