Sou Raquel Franck Barboza Lhullier, psicóloga, CRP 07/15446, e trabalho com crianças, adolescentes e orientação de pais.
Ao longo da minha trajetória, fui compreendendo que a infância precisa de espaços onde a sensibilidade possa ser escutada sem pressa, sem julgamento e sem a ideia de que há algo a ser consertado. Minha escolha pela Psicologia se aproxima desse olhar.
Entendo que emoções, medos, vergonhas e inseguranças fazem parte da vida humana, e que muitas vezes as crianças precisam de adultos disponíveis para ajudá-las a dar nome ao que ainda não conseguem explicar.
Minha própria relação com a sensibilidade, a maternidade, as práticas de atenção plena e os estudos sobre compaixão foram tornando minha escuta mais atenta, menos apressada e mais interessada nos encontros entre gerações.
Minha escuta é reflexiva, didática e afetiva. Gosto de construir um espaço em que a criança possa se aproximar do que sente por meio de conversas, brincadeiras, histórias e atividades com sentido clínico.
Também considero importante escutar os responsáveis e, quando necessário, outros contextos da rotina da criança, como a escola.
Não trabalho presa a rótulos, protocolos ou ferramentas isoladas. Em alguns momentos, o processo pede acolhimento. Em outros, pede orientação, psicoeducação e novas formas de compreender o que está acontecendo na família.
O cuidado se organiza nesse encontro entre vínculo, clareza e responsabilidade.
Não apresso respostas. Prefiro compreender bem antes de orientar ou intervir.
Uso brincadeiras, histórias e atividades para acessar o que a criança ainda não consegue colocar em palavras.
Pais e responsáveis são parte ativa do processo, não apenas informantes.
Cada criança é vista dentro do seu contexto, história e momento — não encaixada em categorias.
Minha formação sustenta a segurança com que conduzo esse trabalho — e se renova em cada encontro com a criança e sua família.
Minha disponibilidade clínica nasce do meu percurso, mas se renova em cada encontro com a criança e sua família. Não trago respostas prontas, mas uma presença atenta ao que cada situação pede.
A infância precisa de espaços onde a sensibilidade não seja tratada como problema.